
Diário sexta feira 02 de Outubro de 2026
De ontem para hoje Cristiano e Jesus são as vedetas, mas sem Cristiano Portugal ganhou à Dinamarca.
Como escrevi ontem o futebol não é tudo.
As minhas preocupações de ontem passaram para segundo plano e isto porque me deu hoje para refletir sobre a liberdade jornalística e coloquei-me a seguinte questão. O que poderá acontecer se a extrema direita for governo?
A resposta surgiu-me de imediato: o mesmo que está a acontecer à imprensa noa EUA com Donald Trump. Não se admirem, há muitos fãs deste espécime aqui no burgo.

No passado Franklin D. Roosevelt descreveu a América como "o arsenal da democracia". O jornalismo independente que é, nos EUA, a força vital duma democracia informada, enfrenta desafios existenciais.
As ameaças são económicas e tecnológicas, mas também de natureza jurídica e política. Este segundo governo de Trump está a olhar agressivamente as empresas jornalísticas, e a mover ações judiciais bilionárias, a perseguir fontes por meio de intimações e a promover uma campanha de difamação contra qualquer repórter ou editor que não siga a linha estabelecida por Trump. Nem mesmo Richard Nixon, no auge do escândalo Watergate, chegou tão perto.
O ataque ao jornalismo independente está a ser conduzido às claras com o uso do enorme poder do governo federal. Os tribunais, última linha de defesa, até agora têm-se mantido firmes. Mas qual será a posição final do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, com a sua maioria conservadora de longo prazo já consolidada?
O que se passa nos EUA não nos interessa, dirão. Interessa, interessa, senão acedam um artigo escrito no Público sobre causas e consequências de muitas das espertezas dos liberais extremistas...
Este é o mundo que se conta a partir do que se diz.
